Fisioterapeuta elogia Anderson e garante: “A perna dele está 200%”

Guto Demeski, um dos principais responsáveis pela recuperação de Spider, garante que lutador está tranquilo, mas “com muita vontade de sair na mão”

Guto Demeski e Anderson Silva UFC (Foto: Reprodução)

Fisioterapeuta por profissão, anjo da guarda por vocação. Cesar Augusto Demeski, o Guto Orelha, foi a sombra de Anderson Silva nos últimos meses, quando comandou diariamente a rotina de recuperação do ex-campeão do UFC. Radicado nos Estados Unidos, o gaúcho, que conhece o Spider desde 2010, autou de perto no processo que reabilitou o atleta da fratura sofrida na perna esquerda. Foi árduo, mas o fato é que depois de pensar em aposentadoria, o lutador estará de volta ao octógono no próximo sábado, contra Nick Diaz, em Las Vegas, pelo UFC 183.

– Se eu disser que não me surpreendeu a recuperação rápida, pode soar que não sou humilde. Porém, não me surpreendeu mesmo por se tratar de um atleta de alto rendimento. Assim, você prevê resultados mais precoces do que o de uma pessoa normal. O sucesso do resultado está no casamento entre a fisioterapia e a vontade do atleta se recuperar. Tudo isso dá no objetivo final – conta Guto, que teve a ajuda do doutor Sung, fisioterapeuta designado pelo UFC, e da dupla Eduardo Ramalho e Fabiano Bastos, que cuidou do atleta no Rio de Janeiro.

Apesar de não ter ficado surpreso, Guto conta que o dia mais marcante de todo o processo aconteceu quando Anderson aplicou chutes com a perna fraturada em uma bola.

– Cheguei na sala e perguntei se ele estava com vontade de chutar. Ele me olhou e disse: “Gutão, eu estou muito afim”. Fizemos três séries de 20, ele chutou a bola com força. Foi uma coisa que me marcou. Eu parei e pensei: “Caramba, rapaz!”. Nunca vou me esquecer desse dia, o Anderson é biônico – recorda, aos risos.

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Se como lutador Anderson arranca elogios por onde passa, como paciente, Guto também não tem do que reclamar. O peso-médio cumpria à risca o que era traçado pelo profissional.

– Vou ser bem sincero, não tenho nada a reclamar. É um cara dedicado, tanto que o resultado está aí. Com dois meses estava andando, com menos de três deu o primeiro chute na bola. Ele tinha fisioterapia o dia inteiro: manhã, tarde e noite. Só não fazia quando estava dormindo (risos). Ele recebia exercícios para trabalhar em casa e fazia sozinho. A família, os amigos e os treinadores por perto também foi algo muito importante nesse processo. Blindamos o Anderson. O pensamento foi sempre na direção de dizer: “Você vai ficar mais forte e voltará 100%”. E isso era verdade, provávamos por todos os meios que era uma fratura, que calcificaria e que ele retornaria aos treinos. Ele teve uma lesão horrível para quem vê, mas menos grave do que o rompimento de um ligamento, por exemplo.

Guto Demeski, fisioterapeuta do Anderson Silva (Foto: Arquivo Pessoal)Fisioterapeuta de Anderson Silva explica que parte física
não é motivo de preocupação (Foto: Arquivo Pessoal)

A presença de Anderson Silva no octógono é o suficiente para atrair a atenção de milhões de fãs. E, no próximo sábado, contra Nick Diaz, o interesse será maior, pois o brasileiro pisará no octógono pela primeira vez desde que fraturou a perna contra Weidman. A expectativa pelo primeiro chute de Spider em um confronto oficial aguça a curiosidade. Guto Demeski, porém, garante que a perna do ex-campeão está completamente normal.

– A perna dele está 200%. Ele caminha, chuta e treina normalmente. As forças de suas pernas foram equilibradas. O Anderson está com a cabeça boa, bem fisicamente. Ele está com muita vontade de lutar, de sair na mão. O Anderson vem de um camp de três meses, no qual fez sparrings e chutou muito. Já passou dessa fase de ter medo. É vida normal. A parte dos horrores e dos fantasmas, que nem chegaram a abalar, passou. Ele está tranquilão. Na equipe somos todos amigos, pensamos no Anderson 24h por dia. Somos amigos e profissionais. Por isso trabalhamos a mil por hora.

 

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